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Breve história da formação da Bíblia Católica e da Protestante - Canon Bíblico

A formação da Bíblia inicia com a tradição oral, posteriormente colocada em forma de escrituras. A pedido de Demétrio, na cidade do Alexandria (Egito), 72 sábios judeus traduziram do hebraico para o grego os 46 livros do Antigo Testamento. Essa tradução, feita a partir de 285 a.C, ficou conhecida como Septuaginta, pois contém os 7 livros Deuterocanonicos que os protestantes retiraram do A.T. por não serem reconhecidos no Canon dos Judeus. Após o surgimento do Novo Testamento, São João Crisóstomo cunhou a palavra Bíblia a partir do grego Bíblos (século III).

Na idade média, no quarto século, a Bíblia foi traduzida do grego para o latim por São Jerônimo, ficando conhecida como Vulgata Latina. No entanto já existiam várias traduções católicas da Bíblia. O arcebispo da Cantuária St. Estêvão Langton foi o primeiro a dividir as escrituras a partir do texto latino da Vulgata de São Jerônimo em 1.163 capítulos no AT e 260 no NT. Gutenberg foi o primeiro a imprimir a Bíblia Católica em 1455.

No ano 1517 o ex-monge agostiniano, o apóstata Martinho Lutero afixou suas 95 teses nas portas de um castelo da cidade de Vinterberg (Alemanha), iniciando, com isso, o cisma protestante, e por volta de 1534 ele traduziu para o alemão somente os 66 livros da Bíblia favoráveis às suas teses.

Obs.: Os judeus não seguem mais a Tanak, suposta Bíblia original em hebráico conforme alegam os protestantes, pelo contrário, os judeus seguem pouco o A.T. e se dedicam mais aos livros da Torá, do Talmud, e do Zohar.

Mas para que não se alegue o contrário, a fim de evidenciar a validade dos livros  católicos retirados do Antigo Testamento por Lutero,  podemos verificar no Novo Testamento confirmações das citações dos mesmos. Como exemplo isso acontece a seguir:

"Guarda-te de jamais fazer a outrem o que não quererias que te fosse feito."  (Tobias, 4 ,16)

"Tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles. Esta é a Lei e os profetas." (Mateus, 7,12)